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Há quem diga que as boas idéias nascem da preguiça ou da falta do que fazer. Embora o elogio ao ócio possa ser discutido, era nesse clima descompromissado que, em 2006, os amigos Jajá Cardoso (voz e guitarra) e Luca Bori (baixo) se reuniram em casa para fazer um som, no Centro Histórico de Salvador. Àquela altura, completos os anos regulamentares do ensino secundário, os amigos já haviam passado por outra banda – a hardcore Trick Attack – e vislumbravam a possibilidade de montar um novo grupo, dessa vez fazendo um som diferente.
Os garotos mergulhavam em referências clássicas do rock..n..roll, como Beatles e Rolling Stones, e abriam os ouvidos para o som contemporâneo das bandas The Strokes, Bloc Party, Máximo Park e Arctic Monkeys.
Em seguida Davide Bori (guitarra), irmão de Luca, engrossou o som do grupo, já batizado como Vivendo do Ócio, nome inspirado nas suas tardes preguiçosas de som.
Depois do ócio, o que se seguiu foi um período intenso de trabalho – composições, ensaios, gravações e o lançamento de um álbum virtual na internet. À moda do Radiohead (que possibilitou o download de “In Rainbows” gratuitamente), o Vivendo do Ócio liberou “Teorias de Amor Moderno” para quem quisesse baixar. E a fama da banda correu como rastilho de pólvora a partir da Bahia para outros estados. “Crescemos juntos e o som amadureceu”, avalia Luca Bori. “Somos amigos de infância, conheço o Jajá desde os 10 anos de idade”.
As histórias que os garotos contam em suas letras (a maioria escrita por Jajá Cardoso) – de meninas malvadas, amores desencontrados, festas regadas a rock e algumas bebedeiras – já estão na boca do povo. “Nossas letras refletem o nosso cotidiano, aquilo que vivemos e o que vemos acontecer com nossos amigos”, diz Luca Bori. “Por isso, acho que o pessoal se identifica imediatamente com o que dizemos nas músicas”.

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